Ministério de Comunicação Social
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Cristo é a perfeita comunicação do Pai
 

 


Amados irmãos (as) da nossa amada RCC, neste texto abaixo espero estar dando pistas para que possamos em nossos GO, pela ação do Espírito Santo que nos foi dado, implantar o Reino de Deus no coração de cada irmão(a) que ali Deus nos confiar. A comunicação é tudo dentro de um GO, sem ela dificilmente conseguiremos êxito em nossa missão, “Ide e anunciai a todos”.

Cristo, a Palavra plena do Pai, é o Verbo de Deus. Existindo desde toda a eternidade junto do Pai, foi por ele enviado aos homens. “No principio era o Verbo e o verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. O Filho de Deus, encarnando-se, assume a condição humana, faz-se solidário com a humanidade e assim torna-se perfeito Comunicador do Pai para os homens e dos homens para o Pai.
“Ninguém jamais viu a Deus. O filho único que está voltado para o seio do Pai, este o deu a conhecer”. Por suas obras e palavras, Jesus dá testemunho do Pai, assim como Pai dá testemunho dele. Sendo um com o Pai é seu Perfeito Comunicador. “Quem me vê, vê o Pai!”.

Para se comunicar com a humanidade e libertá-la, o Verbo encarnado se insere no mundo dos pobres, com eles se solidariza e com eles cria um novo povo. Assume a pobreza desde seu nascimento e vida oculta; ampara e cura os necessitados; vive pobre; prega a Boa Nova aos pobres e faz disto uma característica de sua missão. Morre com os oprimidos, crucificado injustamente. Assim Jesus mostra que o Reino de Deus é dos pobres, dos oprimidos e marginalizados. Revela que Deus ama preferencialmente os empobrecidos, não porque sejam bons, mas por serem pobres, oprimidos, deixados de lado. Isto não significa que Deus esqueça os ricos. Ele os convida a se libertarem da riqueza assumindo a causa dos marginalizados que é a causa mesma do Reino.

Jesus, o Servo de Javé, é o modelo de comunicação para a verdade e a paz porque estabelece o direito e a justiça. A atitude do Servo de Javé é descrita assim pelo profeta: “Ele não clamará, não elevará a voz, não fará ouvir a sua voz nas ruas”. Não quebrará a cana rachada, não apagará a mecha que ainda fumega. É a negação de uma comunicação dominadora, pois procura valorizar o que há de positivo nas pessoas. A “cana rachada” ainda servirá para algo. A “mecha fumegante” ainda poderá dar fogo. Em vez de usar o poder que esmaga. O Servo procura comunicar-se pelo diálogo, o respeito aos outros. O encontro com a samaritana e os discípulos de Emaús atesta essa pedagogia especial.

Jesus não impõe seu seguimento, o que não significa que não tenha feito exigências radicais. O Reino de Deus é pedra preciosa e é preciso vender tudo para adquiri-lo. Por mais simpatia que o jovem rico desperte em Jesus, ele o deixa ir embora, porque não quer assumir a forma radical de opção pelos pobres proposta pelo Senhor. Jesus respeita a liberdade de cada um de seus interlocutores não apelando para o fogo do céu ou as legiões de anjos.

Para ser compreendido pelos pobres, Jesus usa uma pedagogia acessível aos simples e pequenos. Comunica-se por parábolas, com exemplos da sua vida cotidiana e, principalmente por gestos de fraternidade e solidariedade. Mas Jesus é enérgico em face dos que detêm o poder, a riqueza e o saber. Os evangelistas registram as fortes denúncias de Jesus contra os exploradores do povo, os hipócritas, os corruptos e os manipuladores da religião. Quando necessário, ele usa gestos tão enérgico que beiram à violência.

Sua palavra é “boa notícia” para uns, porém, “má notícia” para outros. Estes logo começam a perseguí-lo, difamá-lo, levando-o à morte. De nada adiantam seus múltiplos prodígios, nem sua tentativa de diálogo com alguns grupos de pessoas obcecadas pelo pecado. Chegada a “sua hora”, Jesus permanece fiel ao que prega. É torturado e executado como criminoso e exposto como exemplo de um ser rejeitado por Deus e pelos homens. Mas, com o testemunho mais radical – a doação de sua vida – sela a verdade daquilo que comunica, objetivo pelo qual veio ao mundo.

Para expressar que Jesus é aquele que comunica Deus à humanidade e restabelece a comunicação com Deus, o Novo testamento o chama de “mediador entre Deus e os homens”, “mediador de uma nova aliança”. Jesus com sua vida, morte e ressurreição destrói o grande “ruído” na comunicação com Deus e com os irmãos: o pecado. Por sua obra redentora, podemos aproximar-nos “com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça como ajuda oportuna”. Ele é a ponte (pontífice), o caminho. Só se vai ao Pai por meio dele.

É em sua própria pessoa que Jesus se manifesta o Perfeito Comunicador. A Igreja professa, com o concílio de Calcedônia: um e o mesmo Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, consubstancial ao Pai e consubstancial a nós, semelhante a nós em tudo, menos no pecado. Na estrutura do processo de comunicação, há três elementos que se conjugam para transmitir uma mensagem: o emissor, o canal e o receptor. Verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Jesus é, ao mesmo tempo, emissor e receptor da comunicação de Deus à humanidade e desta a Deus. E com isto, é também o canal e a mensagem: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”: o caminho (canal), a verdade (mensagem), a vida (emissor) de si ao Pai e aos irmãos, e, com isto, comunicação do Pai à humanidade.

Em Pentecostes dá-se o inverso de Babel. A força do Espírito reúne os discípulos que passam a se constituir testemunhas comunicativas da libertação de Jesus. Fiéis ao mandato do mestre: “Ide por todo o mundo e pregai a Boa Nova a toda criatura” (Mc 16,15), “eles partiram a pregar por toda a parte, com a cooperação do Senhor que lhes confirmava a palavra” (Mc 16,20). O processo da comunicação que Cristo iniciou, só chegará à sua plenitude, quando Deus for tudo em todos.

“Impulsionada pelo Espírito de Cristo, a comunidade dos discípulos de Jesus – a “Igreja de Deus” o povo da nova Aliança se dirige a todas as nações, para inverter Babel e anunciar a “Boa notícia” do Reino de Deus, o Evangelho. O mandato de Jesus não é apenas de anunciar ou ensinar. Ele espera que seus discípulos suscitem outros discípulos e irmãos que entrem na comunhão fraterna com os mensageiros do Evangelho” (Doc. CNBB-40, n. 31, p.18).

Amados tudo em nosso GO deve ser feito pela ação do Espírito e isso é comunicação, então pensemos: a acolhida, a pregação, a oração, os cantos, o atendimento são ações internas do nosso evangelizar e isso tudo é comunicação, mas o GO não é só isso. Como pensar na divulgação, na formação e nas demais ações pós GO que completam nossa missão? Penso que hoje o ministério de comunicação é essencial para o bom andamento de toda a nossa missão, com ele chegaremos mais rapidamente aos irmãos e a Cristo, tornando-nos pelo Espírito de Deus que em nos habita, com Cristo perfeitos comunicadores do Pai.
Deus os Abençoe e ótima missão.
HÁ PODER DE DEUS!!!

Ironi Spuldaro
Membro do Conselho Nacional RCC


 
   
 

 

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